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Quatro dias em Foz do Iguaçu. O que fazer ?

Pasmem! Eu que não sou fã de repetir destinos fui pela terceira vez em Foz do Iguaçu. E o melhor, a cada vez me surpreendo. Acho um dos destinos mais bem estruturados do país. Como já sou veterana, compartilho aqui meu roteiro de 4 dias que considerei muito produtivo.

O roteiro é de 4 dias, mas descontada chegada e saída são 2 dias inteiros – 0 suficiente pra visitar o essencial

Primeiro dia: só chegada e noite

Saímos do Rio pela tarde e chegamos já de noite no aeroporto de Foz do Iguaçu. Dessa vez viajei em um estilo diferente, pois fiquei hospedada no Hotel Belmond das Cataratas, dentro do parque. Foi um presente da empresa onde trabalho, pois as diárias são meio proibitivas pro brasileiro médio. No hotel, a maioria era asiático, americano e europeu. Enfim …
Chovia muito, em março tem chuva no fim da tarde. Jantamos no bar do hotel e dormimos cedo pra aproveitar o dia seguinte.

Segundo dia: parque argentino e comprinhas em Puerto Iguazu

Como o tempo era curto, optamos pelo caminho mais rápido e obviamente mais caro. Ligamos pro nosso motorista (táxi) que conhecemos no aeroporto na chegada e fechamos o dia com ele.
Uber não passa na fronteira, mas uma opção é pedir e negociar o preço fora do aplicativo. Fizemos isso em outra ocasião. Não gosto de botar valores porque o post fica datado, mas me lembro que da primeira vez que fui em Foz (há 10 anos) paguei R$ 50 pelo dia na Argentina. Agora em 2019 foi R$ 240. Como a gente queria passear em Puerto Iguazu depois, arredondamos pra R$ 300 o dia. Não é muito se pensar que pode dividir pra até 4 pessoas, capacidade do carro comum. Também é um dia de trabalho que o taxista vai dedicar. No final, achei um valor justo.

Conselhos importantes nesse dia:

  1. Compre as entradas do parque argentino pela Internet antecipado (vai evitar uma fila a mais no parque e ganhar muito tempo);
  2. Não esquecer sua identidade brasileira (com menos de 10 anos de emissão de preferência) ou passaporte válido. Não serve carteira de motorista, carteirinha OAB etc… parece óbvio, mas muita gente volta da fronteira por isso;
  3. Contrate o motorista. A passagem na fronteira é simples e rápida pra quem está em taxi, você nem sai do carro. Anda-se muito no parque e voltar de carro vai ser um alívio, pode acreditar;
  4. Alias, use roupa e sapato confortável, pois vai andar o dia todo. Leve uma mochila com lanche, água e toalha. Vai se molhar com o vapor das quedas.

Comparando com das outras vezes que visitei o lado argentino, achei dessa vez meio caótico na organização. Inclusive optamos por ir a pé até a Garganta do Diabo porque a fila do trenzinho parecia que não andava. Na volta tinha umas senhas pro trem e novamente a distribuição desorganizada e funcionários perdidos. Reflexo da crise no país? Sei lá, achei Puerto Iguazu também empobrecida.

Enfim, o motorista nos levou ao marco das três fronteiras e depois nos esperou fazer compras no mercado aberto de Puerto Iguazu. Comprei vinho, alfajor e doce de leite. Usa-se Real tranquilamente (2019). Não precisa de dólar, nem peso.

Voltamos pra Foz de baixo de uma chuva torrencial – as águas de março não perdoaram. Fim do dia.

Terceiro dia: Parque das Aves, Itaipu e Paraguai

Esse foi o dia de entender o porquê de os turistas pagarem caro pelo Hotel Belmond. Ele fica dentro do parque, então é possível fazer a visita do lado brasileiro antes da chegada dos ônibus de turismo. Pra quem gosta de fazer fotos, meditar e não gosta de multidão, vale muito a pena.

O parque brasileiro se visita rápido, acho que no máximo 3h. Depois sobrou tempo de ir ao Parque das Aves que fica pertinho da entrada. Só gosto de fazer a observação que o parque tem uma proposta diferente, são aves que foram resgatadas e não têm mas condições de viver na natureza. Digo isso porque sou contra zoológicos e confinamento de animais.

O parque das aves é tipo um santuário pra animais que não têm mais condições de viver na natureza

 

Pela tarde, fomos fazer a visita de Itaipu. Foi minha terceira vez e mesmo assim fiquei maravilhada com essa obra de engenharia. Não precisa reservar, mas fique atento aos horários no site.

Sempre bom verificar os horários de visitação de Itaipu.

Na saída chamei o Uber e negociei pra ir até o Paraguai. Ele desligou a corrida na fronteira e pagamos por fora pra levar até o shopping e esperar.
Pegamos uma mega fila na fronteira com o Paraguai. O curioso é que o comércio lá fecha cedo, mesmo em shopping. Então se for, faça tudo mais cedo pra 18h já estar voltando. Muito trânsito também na volta, nunca faça isso com horário pra pegar vôo, por exemplo.
Não deu tempo de ir no templo budista!

Quarto dia: domingo pra dizer até breve

O dia da volta foi só arrumar as malas pra voltar pro nosso Rio de Janeiro no fim da manhã. Eu não sou fã de repetir lugares de viagem. Afinal, o dinheiro e tempo são curtos e o mundo é muito grande. Mas a única viagem que planejei pra Iguaçu foi a primeira, as outras foram as circunstâncias que me levaram. E mesmo assim, acho que ainda tem espaço na agenda pra voltar ‘algunas veces más’! Quem sabe?

Belmond das Cataratas: vale o que custa?Como eu disse acima foi um presente da minha empresa e foi maravilhoso. Visitar as Cataratas sozinho de manhã é uma experiência que não tem preço. O hotel em si é caro, mas não é luxuoso. Os quartos são pequenos, fiquei no Luxo Cataratas com vista pra queda, mas não se via muita coisa. O vai e vem é de resort, com vários grupos entrando e saindo o dia todo.

A vantagem é visitar as Cataratas de Iguaçu no lado brasileiro com exclusividade. O hotel em si não é luxuoso.

O hotel é gigantesco e nada intimista. Enfim, paga-se pelo privilégio de dormir dentro do parque, acordar cedinho e visitar as Cataratas praticamente sozinho. Pra você, valeria a pena ?

 

Sobre Nivea Atallah

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Jornalista de formação e mochileira por vocação.

One comment

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    Daniele Santos

    Tudo anotadinho aqui! Queremos muito conhecer Foz do Iguaçu. Obrigado pelas dicas.

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